TEREZA CRISTINA SINALIZA ACEITAR CONVITE PARA VICE, MAS CHAPA ENFRENTA RESISTÊNCIA NO PP

TEREZA CRISTINA SINALIZA ACEITAR CONVITE PARA VICE, MAS CHAPA ENFRENTA RESISTÊNCIA NO PP
Foto Divulgação - uso de IA

Senadora teria comunicado disposição a aliados, embora sua assessoria afirme que a composição ainda depende de avaliações e acordos partidários.

Brasília (DF) – 31 de julho de 2026. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) indicou a aliados que aceitaria integrar, como candidata a vice-presidente, a chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto. A informação foi divulgada inicialmente pelo Metrópoles.

Apesar da movimentação nos bastidores, a decisão ainda não foi oficialmente confirmada pela parlamentar. Em nota, a assessoria de Tereza Cristina informou que a senadora se reuniu com Flávio Bolsonaro na quarta-feira (29) e declarou que “nada foi decidido” sobre a eventual candidatura. Segundo o comunicado, qualquer composição depende de avaliações pessoais, consultas políticas e entendimentos entre os partidos.

Resistência dentro do partido

A formalização da chapa depende do aval do PP e da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil. Após a sinalização da senadora, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, iniciou consultas às lideranças estaduais para medir o apoio a uma aliança com o PL.

Dirigentes consultados, no entanto, manifestaram preferência pela neutralidade na eleição presidencial, estratégia que permitiria aos diretórios estaduais estabelecer diferentes acordos regionais. A resistência interna representa o principal obstáculo para a confirmação de Tereza Cristina como candidata a vice.

Nome defendido pelo PL

Tereza Cristina é apontada como o nome preferido da direção nacional do PL para a vaga. A avaliação partidária é de que sua presença poderia aproximar a candidatura do setor agropecuário e ampliar as negociações com partidos de centro-direita.

Natural de Campo Grande, a parlamentar foi deputada federal, comandou o Ministério da Agricultura durante o governo de Jair Bolsonaro e foi eleita senadora por Mato Grosso do Sul em 2022.

Antes das recentes conversas, a senadora demonstrava preferência por permanecer no Senado e avaliar uma candidatura à presidência da Casa em 2027. Mesmo com eventual acordo político, a indicação ainda precisará cumprir as etapas previstas nas convenções partidárias.

O Fatos & Rumores continuará acompanhando as negociações partidárias e eventuais manifestações oficiais sobre a composição da chapa presidencial.
   

Com informações de MS Conservador, Metrópoles e Folha de S.Paulo.