EX-DEPUTADO E FILHO SÃO INDICIADOS EM INVESTIGAÇÃO SOBRE FRAUDE DE R$ 58 MILHÕES
Polícia Civil de Mato Grosso concluiu investigação da Operação Agro-Fantasma, que apura irregularidades na compra de grãos e prejuízo milionário a produtor rural.
Campo Grande (MS) – 12 de agosto de 2026. A Polícia Civil de Mato Grosso indiciou o ex-deputado Sérgio Assis, o filho dele, Mário Sérgio Cometki Assis, além de Wanderley Soares Barboza Junior e Pedro Henrique Cardoso, investigados no âmbito da Operação Agro-Fantasma, deflagrada em março deste ano.
De acordo com a apuração policial divulgada pela reportagem original, Sérgio Assis e Wanderley Soares Barboza Junior, apontado como administrador de uma agroindústria, foram indiciados por estelionato. Mário Sérgio e Pedro Henrique também são citados na investigação por associação criminosa e fraude processual.
INVESTIGAÇÃO APONTA RETIRADA E DESTRUIÇÃO DE DOCUMENTOS
Segundo as informações apresentadas na investigação, imagens de câmeras de segurança teriam registrado Mário Sérgio e Pedro Henrique retirando caixas com documentos de uma empresa durante a madrugada anterior ao cumprimento dos mandados.
A apuração também aponta suspeitas de que documentos tenham sido queimados e de que o sistema interno de monitoramento tenha sido apagado.
OPERAÇÃO AGRO-FANTASMA
A Operação Agro-Fantasma foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso em março para investigar suspeitas de fraudes envolvendo a compra de grãos na região oeste do estado.
Durante a ação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio de contas bancárias e indisponibilidade de bens móveis e imóveis. As diligências ocorreram em Cuiabá e Alto Taquari, em Mato Grosso, e em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
A operação contou ainda com apoio de forças policiais de Mato Grosso do Sul, entre elas equipes do Garras e do Dracco.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, Sérgio Assis também foi levado à delegacia após a localização de munições calibre .22. Conforme a reportagem original, ele foi posteriormente liberado mediante pagamento de fiança.
PREJUÍZO SUPERIOR A R$ 58 MILHÕES
Conforme a Polícia Civil, a investigação apontou um modelo de negociação no qual produtores rurais eram convencidos a utilizar o nome de suas propriedades para compras de grãos a prazo. Os produtos, segundo a apuração, eram posteriormente revendidos à vista para indústrias.
Ainda de acordo com os investigadores, os pagamentos eram realizados regularmente nos primeiros meses. Posteriormente, as dívidas deixariam de ser quitadas, permanecendo vinculadas aos produtores que haviam participado das operações.
Em um dos casos investigados, a inadimplência atribuída às negociações ultrapassou R$ 58 milhões.
A investigação também apura suspeitas de fraude fiscal e recebimento indevido de créditos. Entre os bens que foram atingidos por medidas judiciais durante a operação estava uma aeronave avaliada em mais de R$ 5,8 milhões, além de veículos de alto valor.
O Jornal Fatos & Rumores continuará acompanhando os desdobramentos da Operação Agro-Fantasma e eventuais novas decisões das autoridades responsáveis pelo caso.
Com informações de Investiga MS













Comentários (0)
Comentários do Facebook